quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Jantarada de Natal

Pois é, como família que somos aqui em Roma, decidimos fazer um jantar de Natal aqui em casa, com direito a troca de presentes e tudo! Diga-se de passagem que este jantar foi bastante sui generis, porque aconteceu de tudo. Em primeiro lugar, no próprio dia do jantar a luz da cozinha fundiu-se, pelo que a preparação deste deu imenso jeito, como devem calcular. Cada um deu a sua contribuição para o jantar, o que só podia ter culminado numa pasta, que até ficou muito boa! Ainda nos preparativos houve um acidente. A panela que tinha a massa acabada de tirar do fogão entornou-se e parte dela caíu em cima do pé do Francisco! Como não temos gelo em casa, a Joana disse logo "Põe esfinafres (congelados) no pé!", ao que ele, como Homem da casa que é, respondeu "Não preciso disso, sou Homem!". E assim foi, o Francisco e o seu pé ficaram sem espinafres o resto do serão. Foi dos poucos jantares em que tivémos a mesa toda bem posta! Velas e música de Natal tiveram a sua parte importante nesta noite. Os grandes hits musicais foram, como não podiam deixar de ser, o "All I want for Christmas is you", "Last Christmas", "Jingle Bells", entre outros. Este belo repasto foi ainda companhado por um belo (ou não) Lambrusco! Claro que depois do jantar ainda fomos ver um filme bastante natalício: Sozinho em Casa!

Cheias do rio Tibre

Para quem não viu as notícias que decerto passaram na TVI há pouco menos de uma semana, o rio Tibre subiu bastante, ao ponto de ter havido zonas em que este transbordou por Roma. Nesses dias todas as pessoas que passavam as pontes do rio ficavam paradas a olhar para o fenómemo das águas a subir. Até houve mesmo quem ficasse de máquina fotográfica parado à espera que as águas inundassem a ilha Tiburina! Sim, esta ilha que tem um hospital corria o risco de pôr todos os seus doentes e pacientes a nadar! Os passeios laterais que ladeavam o rio, nem vê-los, e quanto às árvores, só se viam as copas. Ainda pensámos em mergulhar e irmos ao sabor da corrente, mas depois achámos que a água podia estar um pouco fria demais, então deixámos esta ideia para mais tarde...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Passeio com a Joana e o Cristóvão

Para quem ainda não sabe, conhecemos aqui em Roma mais um jesuíta - desta vez o Cristóvão. Neste sábado fui com ele e com a Joana dar um óptimo passeio! Primeiro, fomos almoçar a um restauranre óptimo, L'Archetto, conhecido por ter as melhores pastas de Roma! E era mesmo verdade. Depois do pranzo, ele levou-nos a fare un giro a várias igrejas medievais na zona de Aventino. Uma delas até era um Convento de Clausura de umas freirinhas. A que mais gostei foi uma Igreja totalmente diferente das que já tinha visto aqui em Roma. Era a Chiesa de St. Stefano Rotondo, que tal como o nome indica, tinha a planta era circular. Não tem nada a ver com o que tinha visto até agora, mesmo o facto de não ter turistas! Óptimo mesmo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Perugia e Assis

Anteontem fui a Perugia e a Assis com a minha turma de Projecto. Não dormi muito, devo dizer, porque às 7:20 estava a apanhar o comboio para ir para Villa Bonelli onde a Emanuela (italiana da minha aula) me apanhou, rumo ao norte de Itália. Na maior parte da viagem estive a tentar dormir, mas deu para ver que as montanhas todas à volta de Roma estão cobertas de neve! De manhã estivémos em Assis, e de turístico não vi muita coisa porque o professor esteve a mostrar-nos a requalificação de uma zona industrial que um amigo dele também arquiteto esta lá a fazer. Mesmo assim, ainda vi a Chiesa di S. Francesco, no centro de Assis, e também uma outra, a Chiesa di Sta. Maria degli Angeli. A tarde foi a melhor parte do dia! Fomos a Perugia, à fábrica dos chocolates Perugina onde fazem, entre outros, os famosos Baci! Excusado será dizer que o cheiro daquele sítio era óptimo, porque para onde quer que fôssemos, tresandava a chocolate. Depois de um giro no Museu, fomos mesmo ver a fábrica! Claro que poe esta altura, a vontade de comer chocoates já não era pouca, mas assim que entrámos foi mesmo quase impossível. Eles ali fazem tudo, desde o creme com nocciola dos chocolates até sairem dali caixas inteiras todas embaladas. Claro que tive de trazer uns quantos para as maltas de cá, senão nunca mais me falavam! Já ao fim da tarde, fomos mesmo ao centro de Perugia, onde o meu professor fez de meu guia turístico, o que foi óptimo! Muito personalisado. Lá existe um castelo antiquíssimo, onde lá dentro existe um mercado com imensa vida. Tudo se passa lá! Adoro Roma, mas sabe bem sair da metrópole, e respirar um pouco de campagna. Ainda somos ver o restauro de uma enorme igreja gótica do séc. XIII, feito por um dos assistentes. Isto mais parece um relato histórico, por isso vou parar de escrever e deixar aqui algumas fotografias.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

As coisas que me fazem falta

Aqui escrevo aquelas coisas, aqueles pormenores que mais me fazem mais falta nestes dias de chuva, nos quais penso de vez em quando, quando me lembro de todos vocês e da minha pátria. Tenho saudades da Luz de Lisboa, de ouvir o meu Pai chegar a casa, da minha Mãe a chamar-nos para jantar, das discussões com as minhas Irmãs, dos jantares de primos em casa da Abuela, de ouvir a sirene dos Bombeiros de Colares, das gargalhadas da Saufy, do abraço tão forte da Nore, das idas para a faculdade com o Bruno, dos jogos de cartas com a Januy, de passear de Vespa, das manias das dietas da Lady Marian, da boa maneira de ser do Tomás, das frases da Leonor Horta, como “Margas, gosto muito de ti mas diz à tua irmã que gosto mais dela do que de ti!”, do Pedro Lencastre a guiar, da calçada portuguesa, das idas à Haggen Dazs com a família CC, das danças de salão, das voltas no UMM com o João Camilo Alves, da calma do Diogo Torcato, de caldo verde, das exposições da Catarina, do grupo da coesão na faculdade, de guiar o Super Polo, das ondas da Praia Grande (não, de toda a Praia Grande), de uma torrada com chá quando chove lá fora, das conversas com o Pedro, dos atrofios com o meu primo Ferna, dos almoços no Saldanha com a Mimi, do Campo Grande, dos cafés com a pequena Mariá Fernandes, das bocas tão genuínas da Di, do Johnny Nolasco sempre na descontra, das risadas com a Heidi (Pipa) e as suas aventuras, do grupo da Revisão, dos pensamentos únicos da CP, dos travesseiros e das queijadas, do meu quarto.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Trastevere

Trastevere é o nome do bairro onde nós moramos. É uma zona giríssima de Roma, onde hoje andei a passear. Fui parar à Igreja de San Pietro in Montorio, onde havia um miradouro com uma das melhores vistas de Roma que já vi! Lá encontrei a Embaixada de Espanha, que tinha o Templete de Bramante. Continuando a passear por Gianicolo (nome desta zona), fui passear para um grande parque que lá existe, e quando cheguei à Piazza Garibaldi, aí sim, estive num grande senhor miradouro. A luz estava óptima (já no lusco fusco) e a vista panorâmica de Roma era única! De repente apercebi-me de que já estava pertíssimo do Vaticano e comecei a descer. Dei por mim em ruas que podiam quase fazer parte de Alfama! Quase. Gostei muito, até porque é uma zona de Roma onde nem tudo é monumental. É mais cidade!

Valência

Neste fim-de-semana fui a terras espanholas, de nuestros hermanos, visitar o Brunao! Foi óptimo conhecer Valência. Achei a cidade muito parecida com Barcelona, embora não tenha a mesma movida! É o protótipo de uma cidade sustentável: só árvores, jardins, ciclovias, só pessoas a fazerem desporto, etc. Na faculdade dele até dão créditos por as pessoas fazerem desporto! E jogarem xadrez, imaginem! Tal como em Roma, andei às voltas de bicicleta e fomos a todo o lado. Vi a Cidade das Ciências do nosso amigo Calatrava, e provei uma Orxata. É uma bebida de um fruto que não conheço mas que é óptimo! Até fui ao rio Túria, ou melhor, jardim Túria que passa no meio de Valência! Passo a explicar. Era uma vez um rio muito bonito chamado Túria que passava no meio de Valência. Que é que sucede? Este rio inundava muitas vezes a cidade, e por isso decidiram mudá-lo de sítio. Acontece que quando o mudaram, este secou. Ou seja, onde havia o rio inicial agora existe um jardim (o jardim do Túria), e no novo local do suposto rio está tudo seco. Claro que a ideia de haver um rio que atravessa toda a cidade por debaixo de pontes é brutal, mas como consequência disto, é ridículo! Lá vi, entre muitas coisas, duas exposições de fotografia: uma sobre Lisboa e outra sobre Itália (a minha pátria e a minha 2ª cidade). Tomámos um café no café Lisboa, fomos à La Lonja (torre importante da cidade), mas mais importante de tudo foi termos passado numa loja que se chamava “18th October”. Genial! Não podia ter ficado mais contente, e claro que foi motivo para mais umas fotografias. Não gostei nada do dialecto valenciano, parece que é um espanhol a tentar falar português, mas sem as últimas letras das palavras. Soa mal, muito mal. Castellano es mucho mejor! Enfim, foi bom ver também igrejas medievais… já me posso dar ao luxo de dizer que já estou um bocadinho farta de só ver obras renascentistas! Mas já tinha saudades de Roma…